Miriam Leiner aprendeu a "dançar" a cura. "Vida é movimento, fluxo, ciclo, ritmo, som. Por isso, dançar é tão profundamente terapêutico, criador. A consciência do movimento e do corpo resgata o sentimento de unidade que temos com a vida", diz a terapeuta. Além disso, a flexibilidade da dança, segundo Miriam, dissolve padrões, inclusive os que podem nos levar ao desequilíbrio. "A doença é uma exteriorização da falta de harmonia com o princípio vital, com a natureza, com o semelhante. E a cura nada mais é do que a volta dessa sintonia, dessa sensação de pulsar junto com o Universo", diz. Nesse sentido, ela diz que as mulheres são privilegiadas. "As mulheres têm uma profunda ligação com a natureza: sabemos a importância dos ciclos e ritmos por que menstruamos e somos regidas pelas fases da Lua; da criatividade porque geramos a vida em nosso ser; e da flexibilidade, em todos os sentidos, porque cuidamos da família e administramos conflitos." Para Mir...